O parto da Mari

Se já não bastassem todas as dúvidas e surpresas que acompanham uma gestação, temos ainda que pensar em qual o tipo de parto “queremos” ter. Digo “queremos”, pois nem sempre nossa vontade se dá por feita, seja por motivos de saúde, seja pelo desejo do médico ou por medo mesmo.

Quando descobri que estava grávida, um dos primeiros questionamentos que fiz à minha ginecologista foi qual seria o melhor exercício para ajudar no num possível parto normal. Diante do questionamento em fase tão inicial de gestação ela disse que conversaríamos do parto mais pra frente, porém recomendou  hidroginástica e pilates, mas que eu iniciasse só após as temidas 12 semanas. E assim fiz, após a 12ª semana iniciei minha querida hidro! Raramente faltava e me sentia muito bem, o que contribuiu para que eu não inchasse, não tivesse dificuldades pra respirar e me mantivesse disposta até as últimas semanas. Se engordei nesse período? Sim e muito!

Bom, o tempo foi passando e nada da médica falar de parto. Parto normal sempre foi o meu sonho e confesso que inicialmente tinha preconceito com quem fazia cesárea apenas por que queria. Não passava pela minha cabeça, nem de longe, que levaria uma anestesia, que me deixaria sem movimentos da cintura para baixo. E se alguma coisa acontecesse, sei lá um incêndio, como poderia me salvar numa situação destas ? E lá se passaram nove meses fazendo exercícios e mais exercícios para favorecer a região pélvica. E enfim chegou a 38º semana, e lá fomos nós 03 (Mariana, Rennan e eu) para mais uma da consulta, quando a médica viu a ultrassom soltou a seguinte frase “Essa menina não pode nascer de parto normal não!”, como assim minha filha não poderia nascer de parto normal ?

A médica me passou os hospitais de preferência, o pedido da cesárea e pediu para que eu ficasse quietinha até a próxima semana, naquela altura do campeonato foi isso que fiz. Saímos da consulta, fomos até o plano marcar a cesárea, fui até meu trabalho e disse que teria que ficar de repouso e então adiantei 01 semana das minhas férias. Durante esse percurso consultório-plano-trabalho-casa só passava pela minha cabeça o quão incompetente fui naqueles 09 meses, voltaram então à tona meus sentimentos de quando criança, época em que sofria bullying pelo meu peso. Sim não sou magra (como se isso fosse sinônimo de saúde), porém sempre fiz alguma espécie de atividade física, sempre me mantive saudável, mesmo acima do peso. Eu só poderia imaginar que meu parto não seria normal porque estava gorda!

Meu esposo sempre se manteve ao meu lado e naquela semana tentei ver o lado bom da cesárea (mesmo inconformada) e li muito sobre o assunto. Segundo a médica a cesárea era preferível por causa do tamanho da Mari, de fato ela nasceu grande, não enorme! Eu infelizmente não senti as dores do parto, tive pequenas contrações e nada mais. Eu não senti minha filha saindo de dentro de mim e não precisei fazer força para ajudá-la a vir ao mundo. Não deixei a Mariana escolher a hora de sair, foi a médica que escolheu. Sou menos mãe por isso? De forma alguma! Cesárea é fácil? Não, não é: a recuperação é mais lenta e ainda temos que lidar com o sentimento de que nunca mais vamos sentir nossas partes de baixo (risos).

Minha recuperação foi excelente, no mesmo dia que ela nasceu já estava andando pelo corredor. Algum sentimento contra a médica ? Nenhum, prefiro acreditar que naquele instante ela estivesse fazendo o que era melhor pra nós, embora muitos médicos prefiram a cesárea pela praticidade. Na última semana a Mariana se enrolou toda no cordão umbilical, então prefiro acreditar que tinha um dedo de alguém zelando por nós. Para quem está na dúvida em relação ao parto ou sofre como sofri com esse dilema, meu conselho é que parto não define que tipo de mãe você será tampouco define seu grau de força para dores. O que eu faria de diferente hoje? Tentaria insistir até o último momento. Ainda hoje tenho desejo de “parir” um bebê, quem sabe um dia.

Raíssa Abrão por Raíssa Abraão

E agora, serei mamãe !

E então num belo dia descobri que seria mamãe. Naquele instante tudo o que passava na minha cabeça era “Meu Deus, o que que eu fiz?”.  No auge dos meus 26 anos, ser mãe era um sonho que estava a km de anos luz de acontecer embora fosse uma vontade certa: já havia me pegado várias vezes imaginando como seria a sensação de uma gravidez, do parto, de segurar o bebê e de amamentar.

Me vi com medo, sentindo uma angústia, mas ao mesmo tempo preocupada comigo. No instante em que os dois tracinhos do teste de farmácia apareceram já engoli a ideia de que aquele corpo não era mais meu e de que meu coração, dali a alguns meses, bateria fora do meu corpo e hoje de fato bate!

Meu esposo nunca sonhou em ser pai e por isso, sempre que eu falava em filhos ouvia uma resposta que acabava me convencendo de que não era o momento. Meu desejo de engravidar (na minha cabeça de quem trabalha com planejamento e controle) seria aos 30, após uma viagem internacional, após uma loucura ainda não feita, após ver 7 dígitos na conta corrente ou após o futuro papai concordar. Não foi assim, não foi nada assim!  Foi aos 26 mesmo, foi antes da minha viagem para fora, antes de uma loucura (talvez essa tenha sido a minha maior loucura), antes dos 7 dígitos na conta e o futuro papai ainda não sonhava em ter filhos.

E então enchemos o peito de coragem e absorvemos a ideia. Entendemos nosso propósito e a partir dali deixei de ser Raíssa, deixei de ser a esposa do Rennan e passei a ser a futura mamãe.  Desde aquele dia (hoje um dos melhores da minha vida), comecei a fazer sonhos a 03, a reparar defeitos em mim que precisavam ser reparados, a tentar de alguma forma fazer o mundo melhor, simplesmente para que meu bebê pudesse viver nele, passei então a pensar como mãe.

Comecei a me amar mais, a me cuidar mais e a me desligar mais. Enquanto grávida deixei de lado tudo o que não me representava, tudo o que não me agregava e então amei as pessoas de uma forma diferente. Neste momento estive preparando meu coração para a chegada da pessoa mais preciosa da minha vida. Me cuidei bem, me amei, fiz hidroginástica para não inchar, procurei uma nutri para não engordar (não deu tão certo assim), comecei a passar filtro solar várias vezes ao dia e o cheiro de creme não saiu mais do meu corpo. Passei a parar de dormir bem, a parar de reparar e a parar de querer ter sempre razão.

Para quem está nessa fase inicial do medo e do susto, dê uma parada, respire e entenda que dentro de você está o que há de melhor no mundo, o amor em forma de criação. O susto e o medo passarão, o aprendizado é eterno e o amor também! Curtir essa fase é essencial e divertida, daqui um tempo ela fará falta e a saudade será prazerosa !

Raíssa Abrão Por: Raíssa Abraão

Roteiro: NYC!

Oláaaa gatuxas e gatuxos… vamos continuar nossa viagem? Chegueiiii NY hahaha. Qual o primeiro lugar que você lembra quando falam de NY? Isso mesmo, Times Square, nosso roteiro começa nesse lugar lindíssimo. Mas primeiro de tudo, foto com os Taxi Amarelos o/, não tem como dizer que foi a NY e não ter foto com eles, é um ícone da City.

Primeiro Dia: Não tinha como não ir na Times Square primeiro, nossa caminhada começou nela. Sim, caminhada, pois o melhor jeito de conhecer a city é andando, e não é andando pouco não hehehe. Mas sabe qual a vantagem? Você vai vendo todas as avenidas, tirando foto, lembrando dos filmes, sentindo cheiros, e tentando se situar que você está na cidade que nunca dorme. Bom, da Times Square partimos para encontrar um KFC, meu marido estava louco para comermos, ele já tinha comido e falava só maravilhas, e eu claro, não podia deixar de experimentar hehehe. De lá pegamos a 5th avenida, super famosa, só de andar por ela já fiquei encantada. Andando chegamos na Catedral de São Patrício, belíssima, tem uma arquitetura um pouco gótica. Lá pertinho podemos ver a pista de gelo do Rockfeller, um dos edifícios com a vista mais linda de NYC, vale a pena fazer a visita nele desfrutar deste passeio.

De lá fomos para a Biblioteca Pública, quem não lembra dela no filme “Um dia depois de amanhã”?. Foi uma pena ela estar fechada. Mas mesmo assim deu para desfrutar um pouquinho, como tinha Superball, a cidade estava praticamente vazia, então deu para fazer varias fotos na frente dela sem ninguém hahaha. Continuando o passeio, chegamos no Grand Central Terminal. Os fãs de Gossip Girl devem lembrar dele bem hahaha. Adorei a visita, ele é simplesmente divino. E para finalizar, voltamos para a Times Square, para agora poder vê-lá a noite. Sim, fizemos tudo isso a pé. Você anda muito, mas nem percebe, pois a cidade é cheia de historia pra contar em cada esquina.

Segundo Dia: Neste dia tínhamos um ensaio fotográfico com a Martha, fotografá super conhecida por seus clicks em NY. Ela é blogueira, Youtuber, Fotografá e mora em NYC. Vale a pena acompanha-lá. E tem um post inteirinho contando como foi essa experiencia de ser fotografada por ela. Como nosso ensaio foi no Central Park, decidimos aproveitar o dia para conhece-lo, já que ele é enorme e dá para ficar lá o dia inteiro hahaha. Nele você encontra pista de gelo, museus, além de pontos turísticos onde foram filmados vários filmes. Não preciso nem dizer, um lugar mais lindo que o outro.

Terceiro Dia: Nosso terceiro dia foi dia de pegar o ônibus novamente, desta vez com destino a Toronto. Animados para a nossa próxima parada?

Mil Bjus… Lay!

Layana Ribeiro Por: Layana Ribeiro