Das tragédias que não ocorreram

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Começo a atravessar a rua. Um carro está parado próximo à faixa de pedestres, esperando o sinal verde para prosseguir. Eu caminho — em cima da faixa — em direção à calçada, quando o sinal muda do vermelho para o verde. O carro avança sem que eu tenha chegado ao outro lado. Nesse instante, eu não prossigo e dou um passo para trás. O carro freia.

A velocidade do carro, o frear, a reação de recuo: apenas um susto.

Um longo passo para trás, um espanto… e em seguida os meus braços, abertos, com as palmas para cima, olhando para o motorista do veículo, como se o indagasse: “Ué, quer me matar?”

O arranque, o acionar dos freios… O motorista e seus olhos abertos, arregalados, como se dissessem: “Ufa!”

Quantas tragédias quase ocorreram, mas pela ausência ou presença de um ou mais fatores não aconteceram?

E se o motorista tivesse pisado mais fundo no acelerador? E se eu avançasse para frente, e não para trás? E se houvesse a demora de mais alguns segundos ao atravessar a rua? E se…

A junção de acasos — e até uns segundos do bater de asas de uma borboleta — pode resultar em momentos maravilhosos, dolorosos, tediosos.

Das tragédias que não ocorreram e do tempo que ainda (e ainda bem!) se tem.

Fernanda Vieira Por: Fernanda Vieira

Roda viva

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A música que soa baixinho, a leitura matinal das notícias, a melancolia proveniente dos últimos acontecimentos, as consequências do ódio presente nas ações dos indivíduos, o anseio por um novo dia.

Triste a pergunta do jornalista ao “presidente” da república sobre como ele se apaixonou pela atual mulher. Triste sua resposta, sem se incomodar com a questão inadequada para a ocasião.

Triste o racista, o homofóbico, o xenofóbico, o machista, se sentir (e até ser!) amparado por um presidente, lá fora, ou por um deputado, aqui dentro.

Triste o machismo, que mata. Ex-companheiros que assassinam mulheres.

Triste a intolerância a determinado posicionamento político. Triste um garoto, estudante, ser assassinado pelo pai.

É, tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu. Roda viva, roda mundo.

Ainda bem que há também boas notícias. Há amor. Há luta.

Um dia ruim. Um amanhã melhor.

Fernanda Vieira Por: Fernanda Vieira

Quadrinhos de Papel Cartão : DIY!

Oláaa gatuxas e gatuxos… Que tal decorar sua parede gastando bem pouquinho? Dê o play no vídeo, pois vamos ensinar a fazer uma gallery wall com quadrinhos de papel cartão.Quadrinhos de papel cartão

E então gostaram? Agora é só escolher a sua parede e decorar \o/. E se você ainda não é inscrito no canal, não deixe de se inscrever, pois assim você fica sabendo sempre que postamos um vídeozinho novo por lá, ok?!

Mil Bjus… Lay!

Layana Ribeiro Por: Layana Ribeiro