A importância da rotina do bebê

Quando engravidei comecei a ler dicas de como fazer o bebê dormir melhor. Dentre todos os texto e artigos que li, notei que a palavra rotina aparecia em 90% dos textos. Então resolvi aprofundar no assunto e assim que a pequena nasceu resolvi colocar toda aquela teoria em prática. Mentalmente colocar a rotina em prática não era impossível, mentalmente eu disse.

 

No início precisei conciliar as novidades daquela nova etapa da minha vida e a rotina que queria que a Mari seguisse. E até que consegui ir bem, embora uma visita ou outra, um barulho diferente na rua ou até mesmo as cólicas dificultassem meu trabalho. Mas assim foi feito, nos primeiros dias acordávamos (na verdade ela acordava e eu tentar cochilar um pouco) às 07:30, papai (dela) trocava a fralda, dava os remédios e então partiu banho de Sol. Acabado o banho de Sol era hora de entrar e mamar, mamar e mamar… às 10:30 o papai (meu) preparava o banho dela, eu dava banho e depois era mamar, mamar e mamar. A mamãe tomava banho almoçava (baby dormindo neste momento). Quando ela acordava era só mamar, mamar e mamar. À tarde a rotina era parecida, porém não tínhamos o banho de Sol.

 

A rotina do sono sempre foi sagrada lá em casa, embora a noite começasse a ficar um pouco mais tensa, pois o sono me pegava e as cólicas chegavam. Às 19:00 ficávamos com luz baixa, pouco ruído, na hora do banho colocávamos uma música ao fundo e eu fazia massagem (shantala mas só após o 1º mês). Quando a pequena pegava no sono, eu tomava banho e jantava. Às vezes jantava as 21:00, às vezes as 22:00, às vezes as 20:00. Infelizmente não é possível colocar rotina para as cólicas, embora já tivéssemos percebido que as da Mariana vinham geralmente à noite.

 

Após os 45 dias, as coisas ficaram um pouco mais apertadas, pois acabaram as férias do meu fiel companheiro, Papai (meu). E então ficamos Mariana e eu, sabe o desespero? Pois é, ele foi meu melhor amigo nessa fase. O almoço começou a sair às 09:00 da manhã, já que ela acordava às 06:30, mamava, mamava, mamava e dormia até as 10:00. E eu comecei a jantar as 23:00. Conseguia organizar a vida dela mas a minha estava de pernas pra cima. De repente as roupas acumularam, o almoço não saia e o marido machucou! Sim, ele se machucou, precisou fazer cirurgia e ainda ficar 45 dias sem por o pé no chão (nessas horas sinto uma raio fulminante saindo de meus olhos quando ouço a palavra futebol). E aí meu socorro veio do meu sogro e sogra.

 

No começo a sogra me ajudou bastante, eu fiz o pós parto do jeito que ela mandou, comi o que ela mandou, bebi o que ela mandou, passei o que ela mandou e deu tudo certo, conforme ela assegurou.

 

Mesmo após o susto do machucado do marido a rotina da Mariana não mudou, nossos passeios a tarde diminuíram mas tudo deu certo. Hoje a rotina dela é mantida, principalmente durante a semana. A Mariana fica com minha sogra e além dela tem meu afilhadinho, então, para conseguir por ordem em tudo os meninos tem horários. Às 09:30 estão cochilando, acordam por volta das 10:30, tomam banho e antes do 12:00 já estão almoçados! às 14:00 chega o soninho, cochilam, acordam, brincam, lancham e às 17:00 banho novamente. A mariana chega em casa às 19:20, janta e às 21:00 banho! Até 22:30 já está dormindo e assim é diariamente.

 

Não é fácil manter a rotina e pra nós adultos geralmente é chato, mas precisamos entender o quanto isso é importante para a saúde, desenvolvimento e disciplina das crianças. Por experiência, nos dias que a rotina da mariana não é seguida, sinto que ela fica mais irritada e com mais dificuldade para dormir. Mais uma vez lembro que não existe fórmula mágica para a maternidade, se conhecer e conhecer o seu bebê é de suma importância. 

Raíssa Abrão por Raíssa Abraão

Alimentação na amamentação

A amamentação é um dos momentos mais delicados e prazerosos da maternidade. Algumas mulheres não conseguem amamentar, seja por causas biológicas, ou por terem passado por alguma cirurgia e existem ainda aquelas que não possuem esse desejo.

Durante toda a gravidez já fazemos um trabalho mental para este momento, que nem sempre é abordado de maneira verdadeira, em novelas e filmes, por exemplo, é retratado de uma forma simples e natural, mas este é um assunto para outro post. Hoje vamos falar da alimentação das mamães durante a amamentação, ato que influencia diretamente na saúde do bebê.

Amamentação e a Saúde do bebê

Nos primeiros meses a maioria dos bebês passa pelas tão temidas cólicas e a alimentação da mamãe colabora diretamente para isso.

Além disso não podemos esquecer da saúde da mamãe, que neste momento precisa ser preservada para assim conseguir cuidar do recém nascido. Quanto maior o consumo de frutas, verduras, laticínios e cereais integrais, maior os benefícios para a mamãe e bebê. Não só durante a amamentação mas em todo ciclo de vida, o consumo de alimentos industrializados com alto teor de sódio e  de gorduras  e devem ser evitados.

Independente de todas as teorias “disponíveis no mercado”, vale observar o que faz bem para a mamãe e bebê. Aqui em casa pipoca, mamão, feijão, doces em geral e refrigerantes foram alimentos que passaram longe das minhas refeições durante, principalmente, os 5 primeiros meses, pois pioravam os sintomas da cólica e o mamão soltava muito o intestino da Mariana.

Durante o tempo em que a minha pequena estava em amamentação exclusiva eu sentia muita fome e confesso que pães e bolos fizeram parte da minha dieta (principalmente nas madrugadas), afinal quem nunca levantou as 03:00 da manhã para amamentar e escorregou na porta da cozinha e deu de cara com um bolinho dando bobeira? (risos). Então para me sentir mais forte e alimentada, acabei recorrendo a esses alimentos. Vale lembrar que a lactante perde em média 800 calorias na produção de leite (isso não foi uma justificativa e sim um dado).

O que ajuda na Produção de leite:

Segundo especialistas não existem alimentos que ajudam a aumentar a produção de leite, mas pra mim alguns ajudaram ou minha fé que se fez forte. No início do período de amamentação consumi bastante suco de uva integral, canjica e açaí, eu sentia que dava um up na produção. Mas nada melhor do que água, era muito nítido pra mim que quanto mais água eu bebia mais sentia aquelas ferroadas de quando o peito está “enchendo”. Cheguei a tomar 6 litros de água por dia, mas nada forçado, apenas sentia necessidade, então me afogava na água (risos). Fora os alimentos que citei acima, a bebida alcoólica foi totalmente excluída da minha vida, na verdade voltei a tomar aquela cervejinha quando a Mariana estava com quase 1 ano. Hoje a minha pequena já tem suas refeições, mas ainda recorre ao “mamá” durante o dia, na maioria das vezes apenas pra matar saudade da mamãe mesmo, ainda hoje percebo que o que como influencia na produção, por exemplo, se como doce, no outro dia ela acaba mamando mais, pois o sabor do leite fica mais adocicado.

É na fase da amamentação que se forma o paladar da criança, por isso muitos médicos insistem em não recorrer a comidas muito doces ou muito salgadas, aquele sabor irá ser repassado diretamente ao bebe, que começará a ter suas predileções. Não quero falar que não pode comer isso ou aquilo, quero apenas ressaltar que isso será sentido pela criança.

Por fim, a dica que dou é que, como em qualquer assunto relacionado a maternidade não existem fórmulas mágicas, a mamãe tem que sentir o que faz bem a ela e ao bebê, e então ir relacionando o que come com as reações da criança.

Raíssa Abrão por Raíssa Abraão

O enxoval do bebê – Parte 1

Em uma das consultas com a ginecologista, nessa altura do campeonato no 7° mês de gestação a médica me perguntou se a malinha estava pronta, pois a partir daquele momento a Mariana poderia vir ao mundo. Como assim malinha? Pra variar assustei e não sabia por onde começar. Inicialmente pesquisei em sites e blogs que falam a respeito, mas isso é bastante relativo e percebi que depende de alguns fatores: local que a criança vai nascer e a estação do ano, se a mamãe terá ajuda no pós-parto (se tiver então as lavadas de roupa poderão ser mais freqüentes) e a condição financeira é claro!

O parto da Mariana estava programado para o final de março então “… São as águas de Março fechando o verão…” sabe a época que chove e faz calor? Pois é!

Nós havíamos feito chá de bebê e então muita coisa ela havia ganhado principalmente mantas, fraldas de pano e meias. A maioria das roupas iriam servir após os 3 meses logo, precisávamos ir às compras.  A mamãe aqui exagerou, mas a priori eu ficaria sozinha no pós- parto então imaginei que lavaria as roupas dela 2 vezes  por semana, por fim meu pai (sim meu pai) ficou comigo e ajudou muito. Vou listar o que acho que é o mínimo, mas como falei no começo estes itens podem variar bastante.

Neste  post vou falar do enxoval para os primeiros 30 dias e o que levar na malinha.

Enxoval para os primeiros 30 dias:
6 – Bodies manga curta;
4 – Bodies manga longa;
5 – Culotes ou mijão de preferência sem pé ou aqueles vira pé (os que já vem com pezinhos perdem muito rápido);
3 – Macacões manga longa;
6 – Pares de meia (a Mariana transpira muito o pé e a cada banho era uma meia nova, com 10 dias de vida ela já tomava 3 banhos por dia, então meia sempre foi uma peça bastante utilizada);
3 – Toucas (item muito pouco utilizado por nós já que a Mariana nasceu bastante cabeluda)
6 – Pares de luvas;
1 – Saída de maternidade (eu não comprei aqueles kits prontos não, a Mariana ganhou uma roupinha linda, singela e delicada e foi com essa que saímos da maternidade)
12 – Fraldas de pano, sim fraldas de pano! São úteis para quando o bebê tem refluxo (nosso caso), para auxiliar na troca e quando alguém vai pegar no colo;
3 – Toalhas fralda;
3 – Jogos de lençol com fronha;
4 – Coeiros (são excelentes para forrar o carrinho, o bercinho da maternidade e para enrolar o bebê);
3 – Mantas (este item varia conforme a estação do ano e o local onde o bebe vai nascer)
– Cotonetes;
– Tesourinha;
-Termômetro;
-Fralda descartável RN ou P (a Mariana nasceu com 3.680 kg e 51 cm, então utilizou cerca de 4 pacotes de fraldas RN)
-Lenços umedecidos não são recomendados para os primeiros meses de vida, segundo os pediatras estes trazem tantos riscos de alergia quanto fraldas. Então para trocar a Mariana eu umedecia o algodão em água morna, limpava e depois secava com a fralda de pano. Mas hoje o lenço umedecido é um dos meus melhores  aliados.

Além disso, alguns itens são opcionais:
– Trocador – algumas mamães utilizam a própria cômoda ou tampa da banheira como trocador, mas é perigoso, principalmente quando o bebê começa a rolar. Sempre usei o berço e funcionou muito bem comigo;
-Sling (meu melhor amigo quando ficamos só nós duas em casa e nas crises de cólica)
-Garrafa térmica;
– Lixeira;
-Porta fraldas;
– Cesto para roupas sujas;
-Farmacinha ;
Os últimos 03 itens geralmente vêm no kit berço, que é um acessório de muita discussão, nos EUA eles são proibidos por exemplo. Devido ao alto risco de alergia e sufocamento muitos médicos não indicam, então vai muito do sentimento da futura mamãe.

Um item que não comprei, mas que fez muita falta foi a cadeira de amamentação, como o meu parto foi cesárea e a anestesia pegou apenas na 5ª tentativa senti por um tempo uma dorzinha nas costas, então todo lugar que me sentava para amamentar era desconfortável.

Para levar na mala da maternidade:
Montei kits conforme abaixo e coloquei cada jogo em saquinhos de tule e identificados  “1° dia / 1ª troca”.
1 – Par de meia;
1 – Body com culote ou macacão;
1 – Touca;
1 – Par de luvas;
1 – Fralda de pano;
1 – Coeiro;
Levei também 03 toalhas fralda e 3 mantas, uma para cada dia.

Além disso, na malinha colocamos:
– Algodão;
– Fralda descartável;
– Escova/pente;
– Álcool 70% para o umbigo;
– Álcool 70% para a orelhinha (sim ela já saiu da maternidade de brinco);
– Sabonete neutro da cabeça aos pés;
– Pomada para prevenção de assaduras;
– Fita crepe (é sempre bom ter, pois algumas fraldas vêm com defeito de fábrica e simplesmente não fecham).

Já a mala da mamãe é a mais fácil neste momento, (risos):
– Artigos de higiene pessoal (sabonete, shampoo, condicionador, escova de cabelo, escova e pasta dental)
3 – Camisolas ou pijama que sejam fáceis para amamentar, as minhas eram todas de botões;
2 – Sutiãs para amamentação;
1 – Par de conchas (amor eterno por elas);
1 – Par de chinelos;
3 – Pares de roupas;
2 – Toalhas;
2 – Cintas;
1 – Pacote de calcinhas cirúrgicas (elas dispensam o uso de absorventes).
Eu não levei maquiagem para a maternidade, não senti necessidade na verdade fiquei com medo de causar alguma reação alérgica na bebe que neste momento não tinha imunidade, mas se julgar importante coloca também.

Espero ter dado uma luz às futuras mamães, vou falar do enxoval para os meses  seguintes em outros posts.

Raíssa Abrão por Raíssa Abraão