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Cama compartilhada

Algumas pessoas são contra cama compartilhada, assim também como eu fui por muito tempo, FUI eu disse. Durante a licença as coisas fluíam muito facilmente, quando as noites eram muito ruins, tirava o dia para dormir (quando a Mariana dormia) e assim foi por 05 meses. Nesse tempo, seu soninho durava a noite toda e pontualmente as 06:30 acordava.

A história mudou e muito, quando voltei a trabalhar, por coincidência nessa época mudei de casa e as noites de sono que eram maravilhosas (pelo menos para quem tinha uma bebê em casa) passaram a se tornar um verdadeiro pesadelo, entendam: as primeiras noites da pequena em casa foram no carrinho, passado o resguardo fomos para o quarto dela, sim fomos, o pai e eu, colocamos um colchão e ali dormíamos os 3 bem felizes. Depois do meu retorno e da mudança a Mariana simplesmente não dormia em outro lugar que não fosse comigo, no meu braço. Até então a cama compartilhada era um assunto fora de cogitação aqui em casa, pelo menos para mim, mas depois de 02 semanas acordando a cada 15 minutos, meu marido sugeriu colocarmos a Mariana em nossa cama. No primeiro dia esbravejei, mas consegui dormir um pouco melhor, no segundo resmunguei e capotei, no terceiro dei o braço a torcer e resolvi ler mais sobre o assunto. A gente vê tanta coisa, ouve mais um monte e fica super perdida. Tinha medo dessa ligação fazer muito mal a nós 03 (principalmente ao meu casamento), continuei a ler e tentar engolir aquela nova circunstância, mas o desejo de voltar a Mariana para seu berço era tão forte quanto o sono que eu sentia quando tentava deixar ela dormir sozinha.

Ouvir minha filha chorar e não ir acalentar nunca foi uma opção, algumas mães relatam fazer isso, segundo essa teoria, após 03 noites o bebê vai dormir sozinho. Mas deixar a Mariana chorar sem motivo, até hoje não me apetece. Continuei então a ler, como seria meu casamento dividindo a cama com um bebê? Até que um dia, li um post num blog em que o pai contava a sua visão da cama compartilhada, além de ficar com os olhos marejados, fiquei mais tranquila quando li “depois que viramos pais, a cama é o último lugar para namorar”, compartilhei o post com o maridão, que concordou com todo o texto e então até hoje estamos na mesma cama, RS.

Dos sentimentos que tenho hoje, o que mais enche meu coração é saber que dormindo conosco, minha filha pode sentir todo o amor que temos para dar. Gostoso mesmo não é dormir à noite ininterruptamente, é sentir o cheiro dela a qualquer momento da madrugada. Saudável, é dar carinho depois daquele xixi das 03:00 a.m sem ela sequer se mexer ou então começar a beijar a pequena e ela remexer na cama como quem está querendo dizer “sossega mãe”. Bom mesmo é ver os dois dormindo na mesma posição, sem terem combinado nada. Estas são sensações que representam apenas um 1/3 do sentimento de dividir minha cama com as pessoas que fazem meu coração bater.

Das vantagens de ter a Mariana na cama, experimentar cada canto da casa com meu marido é uma delas, criatividade que te quero! Ainda penso em coloca- lá em seu quarto e agora sua cama e não mais berço, mas minha desculpa atual é a dentição e nela me apego para não perder todos os melhores momentos que vivo toda noite.

 

Raíssa Abrão por Raíssa Abraão